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Como melhorar conforto térmico da casa sem gastar mais energia

Foto do escritor: Marcos Kimura
Marcos Kimura
20 de jul.
3 min de leitura
A arquitetata e professora  Naiara Karin Schimaniak dá dicas de como ter uma casa mais aquecida no inverno
A arquitetata e professora  Naiara Karin Schimaniak dá dicas de como ter uma casa mais aquecida no inverno

Com a chegada dos dias mais frios, manter a casa aquecida se torna uma prioridade para muitas famílias. No entanto, algumas soluções arquitetônicas e mudanças simples dentro de casa podem melhorar significativamente o conforto térmico, reduzindo a necessidade de equipamentos elétricos, como os aquecedores, e contribuindo para o bem-estar dos moradores.


Segundo a arquiteta e docente dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Naiara Karin Schimaniak, erros como a falta de vedação adequada em portas e janelas, pouca incidência de luz solar e a ausência de isolamento térmico em paredes e coberturas podem deixar os imóveis mais frios durante o inverno. "É importante entender a casa como um conjunto. Piso, paredes, cobertura e esquadrias funcionam como uma barreira entre o ambiente interno e o externo. Quando esses elementos não são bem planejados, o conforto térmico é comprometido", explica.


Para quem mora em imóveis já prontos, pequenas intervenções podem fazer diferença. Revisar frestas e infiltrações, manter cortinas abertas durante o dia para aproveitar a incidência solar e utilizar tapetes em pisos frios são algumas das medidas recomendadas.


Elementos de decoração também podem ajudar. Cortinas com tecidos mais encorpados, tapetes e revestimentos com aspecto amadeirado contribuem para aumentar a sensação de aconchego, especialmente em salas e quartos. "Eles não substituem soluções construtivas adequadas, mas complementam a percepção de conforto térmico, especialmente nos espaços de maior permanência dos moradores", ressalta a docente.


Para quem está construindo ou reformando, a especialista destaca que um bom projeto arquitetônico deve aproveitar as características naturais do local. "A orientação solar adequada, a escolha correta dos materiais e a utilização de sistemas construtivos eficientes ajudam a manter a temperatura interna mais estável ao longo do ano", afirma.


A seleção dos materiais também faz diferença. Telhas associadas a mantas térmicas, paredes com maior capacidade de isolamento e esquadrias bem vedadas ajudam a reduzir as trocas de calor com o ambiente externo. Nos pisos, materiais como madeira e vinílico costumam proporcionar maior sensação de conforto quando comparados a revestimentos cerâmicos e porcelanatos.


Além do bem-estar, o conforto térmico está diretamente relacionado à saúde. Ambientes excessivamente frios e úmidos favorecem o surgimento de mofo, fungos e ácaros, que podem agravar alergias e problemas respiratórios. "Investir em conforto térmico é investir em qualidade de vida. Casas com temperaturas mais equilibradas contribuem para o sono, a disposição e a saúde dos moradores", destaca Naiara.


Tendências da construção


Entre as soluções que vêm ganhando espaço no setor estão os projetos baseados nos princípios da arquitetura bioclimática, que consideram as características climáticas de cada região para definir estratégias mais eficientes de conforto térmico.


Também se destacam sistemas construtivos industrializados, como wood frame, light steel frame e painéis estruturais isolados, além do uso de vidros de controle solar e tecnologias capazes de simular o desempenho térmico das edificações ainda na fase de projeto. "Pensar o conforto térmico desde o início permite desenvolver projetos mais eficientes, econômicos e adaptados às necessidades dos moradores ao longo de todas as estações do ano", conclui Naiara.


Sobre a especialista


Naiara Karin Schimaniak é arquiteta urbanista e docente dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil do Centro Universitário Max Planck (UniMAX). Mestre em Engenharia Civil com ênfase em Conforto no ambiente construído, Pós-Graduanda em Arquitetura e Cidades Sustentáveis.


Sobre a UniFAJ e a UniMAX


Com mais de 27 anos de atuação no ensino superior e mais de 25 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), integrantes do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) com nota máxima (5). Com um portfólio de mais de 50 cursos distribuídos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, as instituições estão presentes em 8 campi localizados nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo. A infraestrutura contempla hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas-escola e laboratórios de alta tecnologia, garantindo uma formação alinhada às demandas do mercado e da sociedade. O modelo acadêmico é fundamentado em metodologias ativas de aprendizagem, com forte integração entre teoria e prática. Nos cursos presenciais, no mínimo 50% da carga horária é composta por atividades práticas desde os primeiros semestres. Além disso, as instituições oferecem certificações intermediárias e programas nas modalidades de educação a distância (EAD), extensão, pós-graduação e MBA.

 
 
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