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Potencial de consumo em bares e restaurante na RMC tem alta de 11,8% em 2026, aponta IPC Maps

  • Foto do escritor: Marcos Kimura
    Marcos Kimura
  • 12 de mai.
  • 3 min de leitura
Maior variação percentual de potencial de consumo está na classe A, com alta de 29,1
Maior variação percentual de potencial de consumo está na classe A, com alta de 29,1

Mesmo que pese o momento de aperto financeiro no bolso das famílias e o número recorde de inadimplência, o potencial de consumo fora do lar (bares, restaurantes e outras empresas do segmento de alimentação fora do domicílio) na Região Metropolitana de Campinas (RMC) para 2026 é positivo. A nova Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros, estima que os gastos nas vinte cidades da região devem saltar 11,8% neste ano em comparação ao ano passado e atingir a soma de R$ 7.669 bilhões.

 

De acordo com o levantamento, a maior variação percentual de potencial de consumo está na classe A, com alta de 29,1%. Na classe B, o aumento estimado é de 11,6%, seguido pelas classes D e E (11,3%). Na classe C, o aumento da intenção de consumo deve ficar em 2,1%.

 

Os estabelecimentos de cidade de Campinas, onde se concentra o maior número de bares e restaurantes e a maioria da população da RMC devem ser os maiores beneficiados pelo consumo regional. O gasto total nos estabelecimentos da cidade é estimado em R$ 3.014 bilhões, alta de 18,6% na comparação com 2025.

 

O estudo também traz dados que mostram uma expansão dos negócios ligados ao setor de alimentação fora do lar. A região tem, atualmente, 34.917 estabelecimentos, alta de 11,3% sobre o ano passado. Em um ano foram abertos 3.544 negócios em toda da RMC.

 

André Mandetta, presidente da Abrasel RMC, diz que que o setor vem se beneficiando com o aumento do poder aquisitivo das pessoas, mesmo que de forma tímida, e com abertura de novos negócios, e com o crescimento da população ocupada. “O aumento no movimento tem contribuído para a redução de empresas que trabalham com prejuízo.

 

“O aumento do potencial de consumo na região, constatado pelo IPC Maps é um indicador positivo para o setor, que vive um momento de preocupação com o cenário econômico nacional e o alto índice de famílias endividadas”, afirma ele. “Mas, por outro lado, é um setor que gera muita renda e cria empregos quando vai bem, E os números de empregos novos gerados no ano é um fator muito importante”, acrescenta.

 

Mandetta destaca, ainda, que além dos gastos da população regional, é importante destacar o movimento gerado pelos turistas de negócios. “Campinas está entre os dez municípios com maior número de eventos corporativos e isso gera movimento nos restaurantes e bares, não apenas na cidade, mas em municípios vizinhos”, acrescenta.

 

Matheus Mason, sócio do Restaurante Benedito, em Campinas, diz que a percepção da casa nos últimos tempos vem ao encontro do que mostra a pesquisa quando se fala no poder de compra das classes A e B. “Além de uma gastronomia já consolidada na região, o aumento no número de eventos corporativos também atrair mais consumidores para as casas”, explica.

 

Além de estar sempre pensando em novos pratos, o Restaurante Benedito vem criando novas opções de eventos de experiências para atender a demanda do público, como jantares harmonizados e Ateliê Experience, que unem gastronomia e arte no mesmo ambiente. “O cliente não quer mais somente comida de qualidade, ele agora também busca opções de experiências, diversão e confraternização”, acrescenta Mason.

 

Rodrigo Porto, diretor de Alimentos & Bebidas da Rede Vitória Hotéis,  proprietária de vários restaurantes dentro das unidades hoteleiras em Campinas, Indaiatuba e Paulínia, diz que a projeção é resultado da consolidação do setor gastronômico regional. "A rede Vitória Hotéis sempre olhou de uma forma estratégica para os restaurantes. Diferente do modelo tradicional, investimos em operações independentes e premiadas, como o Bellini e Kindai, com mais de 20 anos entregando excelência”, diz”, afirma.

 
 
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