Rumo ao Hexa? Cosiderações após a goleada contra o Panamá
- Marcos Kimura
- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Por Marcos Kimura
Começo hoje uma série de textos sobre a Copa do Mundo, usando a experiência de quem assistiu as alegrias e tristezas de todos os campeonatos mundiais desde 1970 (uma das poucas vantagens de ser velho.
Iniciarei com algumas observações sobre jogo de despedida da seleção contra o Panamá, domingo, dia 31 de maio. Esqueça o placar elástico, mesmo que alguns se recordem que em 2002, o Brasil também fez o jogo de despedida antes de partir para o Japão contra o mesmo adversário e meteu cinco gols. Como agora partimos para o hexa, os seis gols soam como um augúrio, que tem o mesmo peso dos sacerdotes romanos prevendo o futuro vendo o vôo das aves ou entranhas de animais sacrificados.
Diferente de 2018 e 2022, quando os principais jogadores fizeram carreiras praticamente em campos internacionais, o time atual, especialmente o do segundo tempo, tiveram protagonistas que foram ídolos no Brasil antes de partir para a Europa.
O Maracanã inteiro, formado principalmente por torcedores dos times cariocas, cantou o “Oi, boa noite, seré que vai ter gol do Rayan hoje?” quando o ex-atacante vascaíno aproveitou a falha do goleiro panamenho e confirmou que sim, teve gol do Rayan domingo. Os flamenguistas ainda viram Paquetá marcar o seu e os botafoguenses assistiram o craque do time, Danilo Santos, fazer um golaço. Embora, não tenha marcado, Endrick se esforçou e fez os palmeirenses se sentirem representados em campo.
O próprio técnico Carlo Lancelotti reconheceu depois do jogo que o seguindo tempo fez ele pensar a respeito da escalação. Se Allison a dupla de zaga Marquinhos e Gabriel Magalhães (que estavam na final da Champions League), e Casemiro na volância e a dupla Vinícius Jr. (que fez uma partidaça) e Raphinha parecem imexíveis, há dúvidas nas laterais, se haverá mais um homem no meio de campo – a aposta inicilal era jogar no 4-2-4 – e no ataque, já que Luiz Henrique e Mateus Cunha ficaram muto abaixo dos substitutos.
Possivelmente, a definição virá após o jogo contra o Egito de Salah e Marmoush,mas eu apostaria em Alisson (não adianta chiar, é o goleiro mais sólido que temos); Wesley e Alexsandro nas laterais (não temos muitas opções nas posições; e a zaga formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. Ancelotti não vai abrir mão de Casemiro (com razão) e Bruno Guimarães se concolidou em seu ciclo como treinador. Mas na hipótese dele ceder ao 4-3-3 mais sólido, Danilo Santos pede passagem faz tempo. No 4-3-3, os “espanhóis” Vini Jr. E Raphinha deve, ser titulares, com Igor Thiago, Rayan ou Endrick no comando de ataque. O primeiro é um centroavante clássico, grande, forte, oportunista, mas rápido. Os outros dois mais jovens da seleção, são atacantes polivalentes, com velocidade e capacidade de incomodar as defesas e que vêm se mostrando à vontade na seleção. Mas podem ser opções válidas para o segundo tempo, assim como Luis Henrique, que de fato parece se dar melhor entrando com o jogo andando.
Muita gente deve reclamar que a essa altura já deveríamos ter um uma escalçao definida, mas tantp em 1958, 1994 quanto em 2002, o time campeão surgiu durante a Copa. Detalhes mais adiante nesta série.


