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Vape avança entre jovense acende alerta para riscos à saúde

  • Foto do escritor: Marcos Kimura
    Marcos Kimura
  • 27 de mai.
  • 3 min de leitura
Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado em 31 de maio: se cigarro é reuim, vape pode ser pior
Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado em 31 de maio: se cigarro é reuim, vape pode ser pior

Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco acende um alerta para um hábito que avança rapidamente entre adolescentes e jovens: o uso de cigarros eletrônicos, os chamados vapes. Com sabores adocicados, visual atrativo e ampla presença nas redes sociais, os dispositivos ganharam popularidade nos últimos anos e ainda são, equivocadamente, associados à ideia de uma alternativa menos nociva ao cigarro convencional. 


Os números ajudam a dimensionar o problema. Mesmo com a comercialização proibida no Brasil, o número de usuários de cigarros eletrônicos cresceu cerca de 600% nos últimos seis anos, segundo levantamento do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria). Entre adolescentes, o cenário preocupa ainda mais: 8,7% dos jovens de 14 a 17 anos relataram ter usado vape no último ano, índice cerca de cinco vezes maior do que o registrado para cigarros tradicionais, de acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III), realizado pela Universidade Federal de São Paulo em parceria com o Ministério da Justiça. 


Para a pneumologista Isabella Peixoto, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), a percepção de que o vape causa menos danos à saúde não corresponde à realidade. “Os vapores contêm substâncias comprovadamente tóxicas e carcinogênicas, como benzeno, formaldeído e metais pesados. O uso está associado a danos ao sistema respiratório, muitas vezes irreversíveis, além de aumentar o risco cardiovascular”, afirma. 


A especialista ressalta, ainda, que os dispositivos podem favorecer o desenvolvimento da dependência química. “A nicotina presente no vape pode ser absorvida em maior quantidade e mais rapidamente do que no cigarro convencional. Além disso, a possibilidade de ajustar a concentração favorece o uso abusivo. Sabemos que usuários de vape têm até três vezes mais chance de migrar para o cigarro tradicional”, alerta. 


Os impactos na saúde atingem diferentes sistemas do organismo. No aparelho respiratório, o uso pode agravar doenças como asma e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), além de aumentar o risco de infecções virais e bacterianas. Os cigarros eletrônicos também estão associados à EVALI, lesão pulmonar relacionada ao uso desses dispositivos, quadro que pode provocar danos severos aos pulmões e até insuficiência respiratória aguda. 


No sistema cardiovascular, o consumo frequente contribui para o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, além de elevar o risco de complicações como o AVC, em razão dos efeitos da nicotina sobre os vasos sanguíneos. 

Sintomas como tosse persistente, falta de ar, cansaço aos esforços e palpitações podem indicar prejuízos à saúde relacionados ao uso de vape e merecem investigação médica. Mudanças comportamentais, como irritabilidade, alterações no sono e isolamento social, também podem estar associadas ao consumo, especialmente entre os mais jovens. 


Programa de Saúde Pulmonar


Diante desse cenário, iniciativas voltadas à prevenção e ao cuidado ganham ainda mais importância. Com esse foco, o Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), oferece o Programa de Saúde Pulmonar, voltado à promoção da saúde respiratória, prevenção de doenças e diagnóstico precoce, por meio de atendimento multidisciplinar. 

A iniciativa atende pacientes de todas as idades, especialmente aqueles com fatores de risco como tabagismo, poluição e histórico familiar. O programa inclui acompanhamento completo, incentivo a hábitos saudáveis, suporte para cessação do tabagismo e rastreamento do câncer de pulmão. Também contempla o diagnóstico e tratamento de doenças como asma, DPOC, pneumonias, bronquites, tuberculose e apneia do sono, garantindo cuidado contínuo e integrado. 

O acesso pode ser feito por meio de consulta com pneumologista ou encaminhamento médico, principalmente em casos de sintomas respiratórios ou exposição a fatores de risco. 


Diante do avanço do uso de vape entre adolescentes, a prevenção e o acesso à informação de qualidade se tornam ainda mais essenciais. O diálogo aberto com os jovens, o acompanhamento médico e o incentivo a hábitos saudáveis são estratégias fundamentais para reduzir riscos. O enfrentamento do uso passa por orientação, exemplo dentro de casa e, quando necessário, por tratamento com abordagem multidisciplinar, incluindo apoio psicológico e terapias para controle da dependência.

 

Serviço - Programa de Saúde Pulmonar

O agendamento, tanto para o grupo de cessação quanto para consultas com pneumologista, pode ser realizado pelo telefone: (19) 3751-3770.


 
 
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